Beneficiários

Alunos beneficiários

O voluntariado de leitura nas escolas dirige-se a todos os níveis educativos, mas tem como público preferencial as crianças da educação de infância e do 1º ciclo, em particular as que revelam mais dificuldades ou menor interesse na leitura.

Conforme as modalidades de ação escolhidas pela escola, os beneficiários podem receber apoio: 

  • individualmente ou em grupos de 2 alunos;
  • em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos;
  • na turma;
  • em grupos de alunos pertencentes a várias turmas. 

Cabe ao professor bibliotecário, responsável pela coordenação do voluntariado, acordar com os voluntários quais os grupos, anos de escolaridade e idades a que preferem dirigir a sua ação, articulando iniciativas com os professores da escola ou agrupamento.

Todos os alunos da escola 

Objetivos: 

• Estimular o gosto pela leitura e o hábito de ler regularmente;
• Desenvolver competências.

Sendo objetivos fulcrais do projeto promover e potenciar o gosto pela leitura e o hábito de ler regularmente é aconselhável recorrer-se a uma grande diversidade de atividades, tanto com alunos com dificuldades, como com alunos sem dificuldades ou alunos que espontaneamente se interessam por livros.

Na escolha das atividades e no planeamento das sessões é essencial ter presentes as caraterísticas dos alunos. Conforme os casos, os alunos poderão participar individualmente, em pequenos grupos da mesma turma ou de várias turmas, ou em certos casos com várias turmas reunidas na biblioteca ou num auditório.

Alunos com maiores dificuldades ou menor interesse na leitura 

Objetivos: 

• Estimular o gosto pela leitura;
• Apoiar na superação de dificuldades.

Um dos objetivos fulcrais do projeto é ajudar os alunos que revelem maiores dificuldades ou menor interesse na leitura, contribuindo para que adquiram competências e descubram que ler pode ser um prazer.

Para o atingir cada voluntário deve ler apenas com 1 ou 2 alunos, a fim de criar uma relação de proximidade e deve assegurar alguma continuidade nas sessões de leitura, realizando pelo menos 5 ou 6, para obter resultados visíveis que encorajem as crianças a prosseguir.

A investigação científica tem vindo a demonstrar que, em muitos casos, 30 sessões de apoio à leitura, de 30 minutos cada, podem ser suficientes para que uma criança com dificuldades passe a dominar a leitura.

As escolas onde se proporcionar deverão identificar quais as crianças que necessitam de apoio individual e, se possível, conseguir que um ou vários voluntários possam acompanhá-las, ajudando-as a ler melhor, ao longo de um número significativo de sessões.

A identificação de crianças com dificuldades deve ser feita pelos seus professores o mais cedo possível, logo a partir do primeiro ano de escolaridade.

Na iniciação à leitura, é um erro acreditar que quem não segue o ritmo de aprendizagem da turma, com o tempo acabará por superar o problema. 

Muitos estudos demonstram que dificuldades na iniciação à leitura impedem outras aprendizagens e geram com frequência sentimentos de insegurança que acabam por afetar negativamente toda a vida escolar.

Os coordenadores do voluntariado podem recolher informação acerca dos alunos cujos professores encaminham para beneficiar de apoio de voluntários, recorrendo à ficha própria.

Sempre que a escola envolver alunos em sessões de apoio individual ou de pequenos grupos é necessário recolher a autorização dos encarregados de educação. Claro que quando as atividades de voluntariado envolverem turmas inteiras, com a presença do respetivo, docente não é indispensável obter autorização.