5.8 A correção de erros

- Quando a criança hesita ou erra é melhor esperar um pouco, para a deixar pensar e dar a possibilidade de descobrir sozinha ou corrigir.

- É importante ser carinhoso. Deve dar-se tempo para a criança pensar, mas quando fica perplexa o voluntário deve ajudá-la a descobrir a solução.

- Quando a criança fica bloqueada é bom encorajá-la, dizendo, por exemplo: Ainda bem que resolveste parar, realmente não se estava a perceber.

- Não é bom interromper para corrigir todos os erros, pois a interrupção prejudica o ritmo da leitura e pode desanimar.

- Se não consegue ler sozinha, pode sugerir-se duas palavras em alternativa para que escolha, ou dizer a palavra e deixá-la prosseguir.

- Podem ignorar-se erros que não alteram muito o sentido, como por exemplo: Vi o leão, em vez de: Vi um leão

- Se a criança altera o sentido, deve esperar-se para ver se corrige sozinha. Se não corrigir pode perguntar-se no final se acha que a frase faz sentido. Por exemplo: Vi o leão, em vez de Vai o leão

- Se houver muitos erros ou muitas palavras difíceis a criança pode ir lendo o que consegue e o voluntário ajudar a ler o que ela não consegue.

- É bom anotar palavras que foram mal lidas para pedir que volte a lê-las no fim, sem interromper a leitura.

- No final da leitura, pode-se voltar às frase ou partes que foram mal lidas.