5ª etapa - Formação

5ª etapa - Realizar uma sessão de formação onde se descreva e  exemplifique as atividades de leitura a desenvolver e onde se avalie o interesse e à vontade do voluntário.

Pontos essenciais a focar na sessão:

• Ética e enquadramento jurídico do voluntariado (ver abaixo);

• Esclarecimentos sobre:

  - os beneficiários que poderão estar envolvidos;

  - a seleção de livros e outros recursos adequados ao público a que se dirigem as atividades; 

  - os efeitos benéficos junto das crianças, adolescentes e adultos da leitura a par e da leitura em voz alta;

  - a necessidade de assumir uma flexibilidade apropriada a e este tipo de intervenção, em função das reações dos destinatários e dos resultados obtidos.

• Demonstração ao vivo ou com exemplos disponíveis na Internet;

• No final, combinar diretamente as modalidades e os horários com os voluntários e definir o programa do Voluntário de Leitura.

 
Ética e enquadramento jurídico do voluntariado

Legislação que enquadra o trabalho voluntário:

Lei nº. 71/98

Artigo 3º.

O voluntário é «a pessoa que, de forma livre, desinteressada e responsável, se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar acções integradas em programas de interesse social e comunitário, sem fim lucrativo, promovidas e realizadas de forma regular por entidades públicas e privadas, incluindo instituições particulares de solidariedade social.»

Artigo 2º.

Não são abrangidas pela presente lei as actuações que, embora desinteressadas, tenham um carácter isolado e esporádico ou sejam determinadas por razões familiares, de amizade e de boa vizinhança.


Princípios éticos e deontológicos do voluntariado:

1. Liberdade – A decisão de ser voluntário deve resultar de vontade própria;

2. Desinteresse – Não deve visar qualquer retribuição, notoriedade ou reconhecimento público, obtenção de ascendente ou poder;

3. Lealdade – Deve atuar de forma leal e responsável, honrando o compromisso assumido e agindo com bom senso, tendo em conta o impacto previsível da sua atuação;

4. Isenção – Deve ser imparcial e actuar de forma construtiva;

5. Promoção da cidadania;

6. Respeito pelos Beneficiários.


Deveres dos voluntários:

• Respeitar os princípios deontológicos e as normas da entidade com que colabora e os seus programas;
• Atuar de forma diligente, isenta e solidária;
• Participar na formação destinada ao trabalho voluntário;
• Zelar pela boa utilização dos recursos materiais postos ao seu dispor;
• Colaborar com os profissionais da organização promotora, respeitando as suas opções e seguindo as suas orientações técnicas;
• Não assumir o papel de representante da organização promotora sem autorização;
• Garantir a regularidade do trabalho voluntário de acordo com o programa acordado;
• Utilizar identificação própria (como voluntário) no exercício da sua atividade;
• Respeitar os direitos e desejos do destinatário;
• Manter uma atuação interessada e afetuosa sem dependências ou excessiva intimidade;
• Promover a aproximação do destinatário à rede de apoio;
• Informar sobre qualquer interrupção ou cessação do trabalho voluntário;
• Observar um rigoroso dever de sigilo sobre a vida da pessoa a quem presta apoio.